Cooperativa António Sérgio
para a Economia Social
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Inscoop Newsletter de 2008
Notícias cooperativas
| Número 5 | 21.11.2008 |
8º Encontro da OCPLP - Lisboa 2008
NOTA:
Click sobre a imagem para abrir a newsletter nº 5 em formato pdf ou pressione "http://www.inscoop.pt/Inscoop/comunicacao/anexos/Newsletter 5_8º Encontro OCPLP.pdf"
| Número 4 | 04.11.2008 |
Les Rencontres du Mont-Blanc
OS ENCONTROS DO MONTE-BRANCO
A Associação "Les Rencontres du Mont-Blanc" (RMB) agrupa dirigentes das empresas de Economia social de todo o mundo.
O seu Conselho de Administração decidiu tomar posição sobre a grave crise que afecta a economia planetária, publicando a presente declaração.
Declaração
"A exuberância irracional dos mercados", para retomar o termo usado casualmente pelo antigo presidente da Reserva Federal norte-americana, Alan Greenspan, tomou agora proporções de um cataclismo que abalou os principais mercados financeiros do planeta com amplas consequências económicas e sociais, de que começamos a sentir os efeitos devastadores.
Esta crise de excepcional gravidade desmente categoricamente aqueles que, invocando mecanismos de autoregulação do mercado, advogaram uma desregulação sem limites.
O regresso da intervenção pública e da regulação, claramente indispensáveis, não nos deve todavia iludir. Não basta purgar o sistema dos seus efeitos mais nocivos, já que não se atacam as causas profundas na raiz do problema, essencialmente o primado que é dado à maximização do lucro antes de todas outras considerações.
Os dirigentes das empresas de economia social (cooperativas, mutualidades, associações, fundações) de todos os continentes, reunidos no seio da Associação Os Encontros do Monte-Branco querem nesta ocasião lembrar que:
O objectivo principal da finança é estar ao serviço das empresas, o que foi obliterado pela excessiva financiarização da economia.
Existe um modo de empreender e conceber a actividade económica assente em valores que dão a primazia à satisfação das necessidades do maior número, à utilidade social, ao interesse geral, à justa repartição dos ganhos dessa actividade pelos homens antes do objectivo de curto prazo de maximizar lucros.
Este é o caminho seguido pelas empresas de economia social, há mais de um século, em todas as regiões do mundo, com sucesso e para o maior benefício das populações em causa.
Tal abordagem, se seguida com rigor, permite evitar os problemas de que a economia capitalista dá actualmente um triste espectáculo.
A economia social oferece, pois, uma alternativa totalmente credível em que se pode confiar e que abre reais perspectivas à construção de um mundo mais humano e mais solidário.
Os participantes n'Os Encontros do Monte-Branco sublinham que soluções apressadas tomadas pelos governos, consistindo em fazer suportar os custos exorbitantes de salvação das instituições financeiras vítimas dos seus próprios erros pela massa dos cidadãos dos países atingidos, que já são os mais expostos às consequências da crise, podem originar consequências muito injustas, mesmo se a crise necessita de medidas urgentes para evitar a sua propagação.
Finalmente, os participantes n'Os Encontros do Monte-Branco consideram que as decisões das instituições financeiras públicas e dos governos devem ser submetidas a condições de transparência, que permitam aos cidadãos, por intermédio dos seus representantes democraticamente eleitos, exercer um controle efectivo.
Este requisito deve ser traduzido em muito maior transparência que a actualmente exigida para o financiamento dos organismos financeiros e empresas em geral. Sublinham a tal respeito a vantagem das regras seguidas nas cooperativas e mutualidades, em que os utilizadores ou produtores dos serviços são ao mesmo tempo os seus accionistas/membros e têm, por isso, o controlo das empresas.
As decisões e as regras aplicadas devem fazer prevalecer o interesse geral sobre o interesse exclusivo dos operadores de mercado, mesmo na esfera financeira. A remodelação inevitável das instituições financeiras herdadas de Bretton Woods deve encontrar fonte de inspiração nos valores inerentes à economia social. Esta deve estar preparada para que um período de crescimento novo, no quadro de uma globalização plural, reoriente essa globalização para um crescimento mais sustentado, em que os frutos desse crescimento sejam melhor partilhados.
| Número 3 | 25.06.2008 |
Dia Internacional das Cooperativas
sábado, 5 de Julho de 2008
Realiza-se no próximo dia 5 de Julho o 86º Dia Internacional das Cooperativas.
A nível nacional as comemorações decorrerão em Beja, conforme programa.
A Mensagem da Aliança Cooperativa Internacional para este ano aborda a problemática do papel das cooperativas na luta contra as alterações climáticas e será lida durante a Sessão Solene Comemorativa.
| Número 2 | 07.03.2008 |
Mensagem da Aliança Cooperativa Internacional
Dia Internacional da mulher - 8 de MARÇO de 2008
INVESTIR NAS MULHERES PARA O SUCESSO COOPERATIVO
Cada vez são maiores as provas de que a desigualdade de género é simplesmente má economia. Investir na igualdade de género e capacitação feminina é, por isso, vital para melhorar as condições económicas, sociais e políticas. Além disso, tem um efeito multiplicador na produtividade, eficiência e crescimento económico sustentável, dizem as Nações Unidas.
Por essa razão o tema do Dia Internacional da Mulher 2008 focaliza-se na necessidade de investir nas mulheres e nas jovens, e apela a acções que aumentem os fundos para a igualdade de género e capacitação feminina.
Investir nas mulheres é não apenas socialmente responsável e economicamente valioso, mas também uma necessidade para as organizações cooperativas que queiram aumentar as suas capacidades criativas e de inovação, recursos essenciais para competir no mercado global.
O que se quer significar com investir nas mulheres e nas jovens? Significa não apenas compromissos financeiros para aumentar a capacidade e implementar programas e políticas sensíveis ao género, mas também assumir um papel de liderança no assegurar de progresso na igualdade de género. Significa desenvolver acções práticas para remover as barreiras e criar oportunidades para a capacitação e crescimento profissional da mulher. Significa ainda abordar a questão da mulher jovem e assegurar que elas encontrem serviços cooperativos que lhes sejam úteis; que encontrem valor ao aderir ou formar as suas próprias cooperativas, e que valorizem e obtenham resultados da participação cooperativa. Lembremo-nos da importância para o sucesso do movimento cooperativo que resulta da temática mais vasta da juventude. Uma em cada oito pessoas é uma jovem na casa dos 10 - 24 anos, pelo que a educação cooperativa para as jovens e mulheres jovens, e a generalização da temática do género é essencial para o sucesso continuado do movimento.
- Jovens educadas contribuem para aumentar a capacidade produtiva e aumentar a nutrição da família: por cada ano que a jovem vai à escola para lá do quarto grau, os seus rendimentos aumentam 20% e a dimensão familiar cai de 20%;
- Um trabalho dado à mulher equivale a apoiar a família inteira;
- Mulheres capacitadas são agentes do bem comum e fazem aumentar o bem estar da família humana universal;
- Mulheres capacitadas para tomar decisões fazem melhorar a saúde familiar, reduzir a disseminação do HIV/SIDA e promover uma paz duradoira nos países industrializados e nos países em desenvolvimento.
Assim, ao celebrar o Dia Internacional das Mulheres, são as cooperativas chamadas a prever recursos financeiros ajustados ao esforço efectivo para uma igualdade de género. Devem procurar recursos adicionais para novos e existentes programas de género e formação feminina; devem rever políticas e capacidade organizacional para capacitar a mulher, e ter o equilíbrio de género em mente ao recrutarem pessoal e líderes eleitos; e devem abordar a temática das mulheres jovens e das jovens e sua participação no movimento cooperativo.
A ACI e o seu Comité para a Igualdade de Género estão convencidos que o movimento cooperativo tem um importante papel em todo o tipo de investimentos de promoção da igualdade de género e que podemos fazer a diferença. Finalmente, não nos esqueçamos de que o progresso da mulher é o progresso de todos.
Ivano Barberini Stefania Marcone
Presidente da ACI Comité para a Igualdade de Género da ACI
| Número 1 | 04.02.2008 |
Conferência
"O movimento cooperativo no Estado de S. Paulo (Brasil)"Realiza-se no próximo dia 12 de Fevereiro, às 15.00 horas, no auditório do Instituto António Sérgio do Sector Cooperativo - INSCOOP (Rua D. Carlos Mascarenhas, n.º 46, em Lisboa), a Conferência "O movimento cooperativo no Estado de S. Paulo", a proferir pelo Senhor Edivaldo Del Grande, Presidente da Organização Cooperativa do Estado de S. Paulo - OCESP.
Pelo interesse que o tema certamente tem para V. Ex.ª e para a cooperativa que representa, e pelas relações que eventualmente poderá estabelecer com as cooperativas brasileiras, tenho a honra de O convidar a estar presente na Conferência referida.
Com os melhores cumprimentos
O Presidente do Inscoop
(Manuel Canaveira de Campos)
Email: [Cases]